Atlas Eletrônico de Histologia
O Tecido Conjuntivo

O TECIDO CONJUNTIVO

O tecido conjuntivo propriamente dito se apresenta de muitas formas, as quais são caracterizdas pelos tipos de células que as compõe. Tais células podem ser:

O fibroblasto é a célula mais abundante no tecido conjuntivo. É principal célula formadora da fibras e da substância fundamental amorfa. Geralmente, apresenta-se alongada e com algumas expansões citoplasmáticas, que se estendem para fora da célula. O citoplasma é basófilo devido à intensa atividade de síntese protéica desta célula. Os fibroblastos podem ser bem observados na lâmina 95 - TENDÃO.


O fibrócito é, na verdade, um fibroblasto adulto, que já não tem uma produção protéica tão grande como tem o fibroblasto. Geralmente, é fusiforme e tem citoplasma acidófilo, devido à diminuição da produção protéica. Também encontra-se cercado de fibras colágenas produzidas por ele mesmo e pelas células vizinhas.


O macrófago é uma célula originada dos monócitos, que são células do sangue. Sua principal função está relacionada à fagocitose e pinocitose de elemetos estranhos ao organismo e de células mortas. Possui morfologia muito variada, podendo ser fixo, chamado de histiócito (lâmina 11) ou móvel, movendo-se por emissão de pseudópodos. Outra forma de macrófago fixo são as células de Kupffer, encontradas no fígado (lâmina 46).


A célula adventicial é responsável pela regeneração de partes do tecido conjuntivo. Assim como a célula mesenquimatosa indiferenciada (lâmina 100), ela possui o poder de gerar qualquer outra célula do tecido conjuntivo. Geralmente, encontram-se em volta dos vasos e possuem cromatina condensada.


Os linfócitos são células do sangue presentes no tecido conjuntivo e estão diretamente relacionados ao sistema imunológico. Podem ser de dois tipos:

Quando o macrófago fagocita uma substância estranha ao organismo, produz interleucina, que promove a proliferação de linfócitos T4 e T5. Estes, por sua vez, liberam um outro tipo de interleucina que induz o linfocito B a se transormar em plasmócito, que produzirá anticorpos. Esse mecanismo é chamado de Imunidade Humoral. Os linfócitos T produzem também uma substância chamada interferon, uma proteína produzida pelas células quando estas são agredidas por vírus. O interferon age de modo a impedir a multiplicação do vírus dentro da célula. Além disso, também diminui a reprodução celular, sendo utilizado no tratamento do câncer.


Os plasmócitos são células originadas dos linfócitos tipo B. Têm o citoplasma basófilo, devido à intensa síntese protéica. Os plasmócitos produzem anticorpos, também chamados de imunoglobulinas, que são formados a partir de estímulos produzidos por moléculas estranhas ao organismo. Os plasmócitos também podem atacar uma célula estranha diretamente, membrana contra membrana, utilizando uma proteína chamada perfurina, que destrói vírus, bactérias, células cancerosas e células de órgãos transplantados. Este tipo defesa chama-se Imunidade Celular.


Os mastócitos (lâmina 10) são células globulosas, com citoplasma repleto de grânulos basófilos contendo diversas substâncias que atuam no desencadeamento do processo inflamatório. Os mastócitos, em pessoas alérgicas, podem conter IgE's (anticorpos) para vários antígenos que já tenham entrado em contato com o organismo. Quando um antígeno entra em contato com o organismo pela primeira vez, os plasmócitos podem produzir um IgE específico contra aquela sustância. O IgE aloja-se então na membrana do mastócito. No segundo contato com o organismo, o antígeno reage com o IgE da membrana do mastócito, provocando a sua ruptura e, conseqüentemente, a liberação de histamina e outras substâncias contidas nos mastócitos responsáveis pelo processo alérgico. Esse mesmo processo pode gerar um choque anafilático, muitas vezes fatal.


As células adiposas contém enzimas para a síntese de triglicerídios, que são a principal reserva energética do organismo. Os triglicerídios acumulam-se dentro da célula no interior de uma única cavidade. Por isso, o tecido adiposo é dito unilocular. O tecido adiposo pode ser encontrado em muitos lugares no organismo, geralmente abaixo da hipoderme. Neste atlas, o tecido adiposo é mostrado na lâmina 50 - TRAQUÉIA HE.



O TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO

É dividido em tecido conjuntivo frouxo comum e tecido conjuntivo denso.

O tecido conjuntivo frouxo comum tem, basicamente, a função de preenchimento e apoio para diversas estruturas. Se caracteriza por conter todas as estruturas (células) básicas do tecido conjuntivo e por ser pouco resistente à tração. Seus compnentes principais são os fibroblastos e os macrófagos. Fibras colágenas também são abundantes.

O tecido conjuntivo denso é rico em fibras colágenas. É dividido em tecido conjuntivo denso modelado e não modelado. No tecido conjuntivo modelado, os feixes de fibras colágenas estão arranjados numa direção definida, o que confere ao tecido bastante resistência em trações numa única direção. O exemplo clássico de tecido conjuntivo denso modelado é o que ocorre nos tendões (lâmina 95 - TENDÃO HE).

No tecido conjuntivo denso não modelado os feixes de fibras colágenas não estão orientados em uma direção definida, o que confere ao tecido bastante resistência a trações feitas em todas as direções. O tecido conjuntivo denso não modelado é encontrado na derme.


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